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A Inglaterra não conseguiu sair do zero nesta terça-feira (23) diante de Gana, em partida válida pela segunda rodada da Copa do Mundo. O 0 a 0 mantém os ingleses na liderança do Grupo L, mas deixa questões importantes sobre o desempenho da seleção britânica.
Thomas Tuchel promoveu mudanças significativas no time após a vitória contra a Croácia na estreia. Marc Guehi e Djed Spence entraram no setor defensivo da esquerda, sinalizando ajustes táticos. No entanto, essas alterações não foram suficientes para desconstruir a defesa recuada e compacta montada pelos ganeses.
Gana apresentou uma postura clara: sacrificar a posse de bola em favor de uma organização defensiva praticamente impermeável. Essa estratégia, embora tradicional, mostrou-se eficaz contra uma Inglaterra que não conseguiu encontrar soluções criativas para furar a retranca africana.
A atual edição da Copa do Mundo já demonstrou que o sucesso pertence àqueles times que dominam o jogo em transição e conseguem acelerar rapidamente a organização ofensiva. Na estreia, a Inglaterra lucrou exatamente com isso, aproveitando uma Croácia interessada em construir o jogo de forma ordenada. Contra Gana, a história foi completamente diferente.
O empate expõe uma fraqueza perturbadora na seleção inglesa: a capacidade limitada de romper defesas bem postadas sem criatividade. Mesmo com toda a qualidade técnica do elenco, os Three Lions patinaram diante de um adversário que optou por uma estratégia mais contida e pragmática.
Harry Kane e companhia terão oportunidade de se reabilitar nas próximas rodadas, mas o aviso está dado. Para avançar de forma convincente nesta Copa, a Inglaterra precisará desenvolver alternativas táticas contra times que entendem que retranca, quando bem executada com mínimo de criatividade defensiva, ainda é uma arma formidável no futebol moderno.
Fonte: Trivela
