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O Corinthians iniciou 2026 enfrentando desafios que vão muito além do gramado. Além das mudanças administrativas e técnicas que marcaram o semestre, o clube teve que lidar com um verdadeiro departamento médico sobrecarregado. As ausências de seus principais jogadores ofensivos deixaram cicatrizes profundas na campanha do time paulista.
A situação ficou tão crítica que o técnico precisou improvisar táticas constantemente, buscando alternativas criativas para compensar a falta de seus maiores craques. Os clássicos contra rivais paulistas foram especialmente afetados, com a equipe desfalcada em momentos onde a experiência e o talento dos titulares seriam fundamentais.
Memphis Depay carregou a maior cruz. A estrela holandesa, contratada para ser o diferencial ofensivo do Corinthians, passou praticamente todo o primeiro semestre convivendo com incômodos físicos persistentes. Sua participação na Copa Libertadores foi praticamente simbólica: apenas um compromisso na fase de grupos, contra o Platense, onde atuou apenas 45 minutos antes de ser preservado. O camisa 10 tornou-se mais uma ausência do que uma presença, frustrando torcedores que esperavam vê-lo em seu melhor.
Yuri Alberto, o centroavante que deveria ser a referência no ataque, também sofreu com problemas no departamento de saúde. Sua regularidade foi completamente prejudicada, deixando a equipe sem o principal referência ofensiva na área.
Kayke, jovem promessa do ataque corintiano, igualmente enfrentou lesões que comprometeram seu desenvolvimento e aproveitamento de oportunidades cruciais na temporada.
O saldo é desolador: um Corinthians que não conseguiu manter continuidade ofensiva, viu suas opções táteis limitadas e perdeu pontos essenciais que poderiam fazer diferença nas competições disputadas. Enquanto o departamento de futebol se reestruturava, o departamento médico trabalhava contra o relógio para tentar recuperar seus principais ativos. Um semestre que mereceria ser esquecido.
Fonte: Gazeta Esportiva
