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A Justiça de Santa Catarina proferiu mais uma sentença relacionada ao acidente aéreo que vitimou 71 pessoas em 2016. Desta vez, a Chapecoense foi condenada a pagar R$ 450 mil à família de Giovane Klein, jornalista que estava cobrindo o confronto entre o time catarinense e o Atlético Nacional, na Colômbia, quando a tragédia ocorreu.
A decisão do tribunal catarinense é significativa por reconhecer a responsabilidade direta da agremiação na contratação do voo 2933 da companhia aérea boliviana LaMia. A sentença reforça que o clube não apenas sofreu perdas irreparáveis, mas também deve responder legalmente pelas consequências de suas escolhas operacionais.
Giovane Klein tinha apenas 28 anos quando o avião caiu nas montanhas da Colômbia, no dia 28 de novembro de 2016. O jornalista cobria um dos momentos mais importantes da história recente da Chapecoense — a disputa pela Copa Sul-Americana — quando a aeronave apresentou problemas técnicos e não conseguiu completar o pouso, deixando apenas seis sobreviventes entre os 77 passageiros e tripulantes.
A indenização de R$ 450 mil representa um passo importante na longa jornada de reparação às vítimas e seus familiares. Ao longo dos anos, diversos processos judiciais foram movidos contra a Chapecoense, a companhia aérea e outras partes envolvidas na contratação do voo.
Para a família Klein, a sentença representa um reconhecimento oficial da perda irreversível, ainda que nenhuma quantia em dinheiro seja capaz de compensar a morte prematura do jornalista que dedicava sua carreira a cobrir o futebol catarinense.
Este é mais um capítulo de uma tragédia que marcou o esporte brasileiro para sempre, servindo de lembrete da importância de se questionarem as decisões operacionais nos clubes, especialmente aquelas que envolvem segurança.
Fonte: Folha Esporte
