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A vitória francesa por 3 a 1 sobre Senegal na estreia da Copa do Mundo não deixou dúvidas: a França segue como uma das favoritas ao título. E grande parte desse favoritismo passa pelos pés de Kylian Mbappé, que mais uma vez demonstrou sua capacidade devastadora no ataque, marcando duas vezes na partida.
Porém, o craque do Paris Saint-Germain segue enfrentando uma crítica recorrente na mídia especializada: sua falta de envolvimento defensivo. Muitos analistas apontam a ausência de Mbappé nas ações de marcação e pressão como uma possível fragilidade tática. Mas quem discorda veementemente dessa avaliação é Didier Deschamps.
Em coletiva de imprensa realizada na terça-feira, o técnico tricampeão mundial não apenas defendeu seu camisa 10, como foi além: classificou Mbappé como “o melhor atacante da história da seleção francesa”. Uma declaração que deixa claro o quanto Deschamps confia no seu principal trunfo ofensivo.
“Os críticos dizem que Mbappé não defende, mas ele não está lá para isso”, disparou Deschamps, deixando pouco espaço para interpretações. Para o técnico, a função do astro é exatamente aquela que ele vem cumprindo com maestria: criar caos na defesa adversária e finalizar com precisão.
Os números ajudam na defesa de Deschamps. Com dois gols no primeiro jogo, Mbappé chegou aos 14 tentos em 15 partidas de Copa do Mundo, uma média impressionante que confirma sua importância nos torneios decisivos. É um atacante que entrega quando mais importa.
A discussão táctica é válida, mas talvez esteja fora do contexto. Quando você tem um jogador capaz de desequilibrar pela velocidade, pela inteligência de movimento e pela efetividade no último terço, a lógica manda aproveitar isso ao máximo. Deschamps entendeu a lição e pretende seguir com essa fórmula nas próximas fases.
Fonte: Trivela
