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A Argentina não chegou à segunda final consecutiva de Copa do Mundo apenas por qualidade técnica. O grupo liderado por Lionel Scaloni construiu uma trajetória marcada pela resiliência mental e um instinto de sobrevivência que pode ser decisivo no duelo contra a Espanha, neste domingo.
A jornada dos argentinos no torneio é praticamente um manual sobre como seguir vivo quando tudo parece desabar. Adversários considerados azarões criaram verdadeiros apuros à Albiceleste, forçando a equipe a buscar soluções fora dos padrões convencionais. E foi justamente nesses momentos críticos que a força mental do elenco se mostrou determinante.
Nas fases de mata-mata, a Argentina entrou em modo de sobrevivência. Todas as vitórias vieram por margem mínima, incluindo duas viradas memoráveis que definiram o caráter do grupo. Contra Cabo Verde, nos 16 avos de final, precisou da prorrogação para vencer por 3 a 2 — a primeira vez que isso acontecia no torneio. Já nas oitavas, diante de um Egito que tinha Mohamed Salah em seu arsenal ofensivo, a virada histórica nos acréscimos por 3 a 2 revelou a coragem de um time que se recusa a morrer.
Este é o tipo de experiência que não se compra, não se treina completamente e raramente aparece em tabelas estatísticas. É o DNA de um vencedor sendo forjado a cada partida. Quando a Espanha entrar em campo, enfrentará uma Argentina que já provou, repetidas vezes, que consegue encontrar soluções mesmo quando as probabilidades apontam para o caminho inverso.
Scaloni montou um elenco onde a psicologia coletiva é tão importante quanto o passe preciso ou o remate certeiro. A resiliência que a Argentina demonstrou contra os obstáculos do caminho pode ser justamente o diferencial em uma final onde margem de erro é quase zero. Mentalmente, os argentinos já venceram metade da batalha.
Fonte: Trivela
