Foto: Maurício Mascaro / Pexels
O Brasil não deixou dúvidas sobre sua qualidade ao esmagar o Haiti por 3 a 0 nesta sexta-feira, pela segunda rodada da Copa do Mundo. E se havia um destaque individual na partida, esse nome era Vinicius Júnior. O camisa 7 da Seleção participou de todos os tentos brasileiros, mas com um detalhe curioso: atuou em uma função diferente daquela que o torna famoso no Real Madrid.
O técnico pediu ao atacante para se posicionar mais centralizado, praticamente em dupla ofensiva ao lado de Raphinha, enquanto Matheus Cunha agia como meia. É uma montagem que Carlo Ancelotti já explorou com Vini no clube espanhol, especialmente durante a temporada 2023/24, quando os merengues conquistaram Champions League e LaLiga, culminando na eleição do brasileiro como melhor jogador do mundo pela Fifa.
O paradoxo da história? Logo após o apito final, Vinicius foi sincero em entrevista à TV Globo. “Não gosto tanto de jogar por dentro”, confessou o atacante. A declaração soou contraditória diante do que se viu em campo, e o próprio Vini Jr. riu ao complementar: “Mas sempre que jogo por dentro, eu faço gol”.
A frase carrega uma verdade incômoda para quem defende que o jogador deva permanecer exclusivamente na ponta esquerda. Apesar de sua preferência pessoal, os números comprovam efetividade quando assume posições mais centralizadas. É o tipo de versatilidade que grandes talentos precisam dominar em competições de alto nível.
Para a Seleção Brasileira, a flexibilidade ofensiva pode ser uma arma importante nos próximos compromissos. Se Dorival Júnior conseguir convencer Vinicius de que essa função, mesmo não sendo sua preferida, rende frutos táticos e gols — muito gols —, o Brasil terá uma variante ofensiva a mais para seus adversários se preocupar.
No fim, o que importa é que o Brasil venceu e Vini Jr. brilhou. Preferências à parte.
Fonte: Trivela
