Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A presença rubro-negra na seleção uruguaia é destaque na Copa do Mundo, mas nem todos os empréstimos do Flamengo estão saindo conforme o esperado. Enquanto Varela, De La Cruz e Arrascaeta ganham minutos com a Celeste, Matías Viña vive um momento muito diferente: indefinição contratual e atuações que deixam a desejar.
O lateral esquerdo, que possui contrato com o Flamengo até 2028, está emprestado ao River Plate desde o ano passado. Especulações sobre um possível retorno antecipado ao clube carioca agitaram as redes sociais na semana anterior ao início da Copa, mas a situação segue em aberto. Enquanto isso, Viña precisa lidar com a pressão de provar seu valor em campo.
Na estreia do Uruguai contra a Arábia Saudita, o defensor recebeu a oportunidade de ser titular justamente porque Piquerez, do Palmeiras, ainda se recupera de uma lesão grave. Era a chance perfeita para se destacar e silenciar os críticos. No entanto, o desempenho foi bem longe disso.
O jogador terminou o primeiro tempo completamente apagado, tanto na defesa quanto no apoio ao ataque. Suas falhas foram notadas por Marcelo Bielsa, técnico uruguaio, que não hesitou em substituí-lo ainda no intervalo. A decisão de tirar Viña tão cedo foi um sinal claro de insatisfação com sua produção em campo.
A situação do lateral rubro-negro ilustra bem os dilemas enfrentados pelos emprestados brasileiros no exterior. Sem regularidade na equipe do River, precisando recuperar confiança e performance, Viña chega à Copa do Mundo longe de sua melhor forma. E agora, com a indefinição sobre seu futuro — retorno ao Flamengo ou continuidade na Argentina — o jogador tem mais um peso emocional a carregar.
É provável que nas próximas rodadas da competição, Piquerez retome a titularidade quando se recuperar, deixando Viña ainda mais na geladeira. O lateral terá que aproveitar melhor qualquer oportunidade que receber para reverter esse cenário negativo.
Fonte: Bolavip Brasil
