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Thomas Tuchel não deixa nada passar despercebido. O técnico da seleção inglesa acaba de vencer uma queda de braço com a Fifa e conquistar uma mudança que pode parecer pequena, mas que revela muito sobre o seu perfeccionismo obsessivo na busca por vantagens competitivas.
A reclamação do alemão? Fotógrafos posicionados muito próximos ao banco de reservas durante a execução dos hinos nacionais. Sim, você leu certo. Enquanto muitos técnicos se preocupam com táticas e formações, Tuchel identificou que a presença de profissionais de câmera na lateral do gramado poderia representar uma fonte de distração nos momentos iniciais das partidas.
A entidade internacional, reconhecendo a legitimidade da reclamação, determinou que os fotógrafos sejam realocados para posições que não comprometam a concentração de jogadores e comissão técnica durante o protocolo de hinos. É um detalhe, certamente, mas reflete a mentalidade vencedora que Tuchel carrega consigo.
Este tipo de atenção aos pormenores é típica de um profissional que trabalhou em grandes clubes europeus e sabe que competições de altíssimo nível frequentemente são decididas por margem mínima. Se conseguir eliminar qualquer fator que possa dividir a atenção de seus jogadores no momento mais solene e importante do pré-jogo, por que não fazer?
A Fifa, por sua vez, demonstrou flexibilidade ao considerar uma solicitação que favorece a integridade do espetáculo esportivo. A presença de câmeras pode realmente criar incômodos visuais e auditivos, especialmente em estádios com grande circulação de fotógrafos.
O episódio também ilustra o poder que treinadores de seleções nacionais de peso possuem na atual estrutura do futebol internacional. Quando Thomas Tuchel fala, a Fifa ouve. Agora, resta saber se essa vitória administrativa se converterá em desempenho superior da Inglaterra nos próximos compromissos.
Fonte: BBC Sport Football
