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A Seleção Brasileira virou a chave na Copa do Mundo. Depois do susto que foi o empate sem graça contra Marrocos, a equipe encontrou um novo padrão tático que promete fazer diferença nos jogos decisivos pela frente.
O técnico Carlo Ancelotti apostou em mudanças estruturais para os compromissos seguintes contra Haiti e Escócia. Mesmo enfrentando adversários bem abaixo do nível técnico esperado, as goleadas por 3 a 0 sinalizaram que o sistema está funcionando e deve ser mantido na fase de mata-mata, quando tudo fica mais complicado.
O esquema adotado flerta com um 4-3-1-2 em losango ou um 4-3-3 com falso nove, que neste caso é Matheus Cunha recuado funcionando como meia adicional. A jogada desafogou a saída de bola brasileira de forma considerável. Casemiro segue como pivô mais recuado, Lucas Paquetá patrulha a esquerda enquanto Bruno Guimarães fica na direita, formando um quarteto ofensivo que dá mais fluidez ao jogo.
No ataque, Vinícius Júnior segue como principal arma ofensiva, formando dupla com Rayan — que assumiu a vaga de Raphinha após a lesão do craque no primeiro tempo contra os haitianos. Cada um com funções bem definidas no sistema.
O modelo lembra bastante o que Carlo Ancelotti utilizou no Real Madrid, conhecido por combinar solidez defensiva com criatividade ofensiva. A estrutura permite que o Brasil saia com segurança desde o fundo de campo, mantém a equipe compacta e abre espaços para contra-ataques rápidos — arma letal quando bem executada.
Com a confiança renovada e o sistema consolidado, a Seleção chega à próxima fase com uma identidade clara. Se conseguir manter essa consistência tática e agregar a qualidade técnica que o elenco possui, o mata-mata pode ser apenas uma formalidade no caminho até o título.
Fonte: Trivela
