Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Espanha acordou na Copa do Mundo, e quem despertou a Fúria foi o capitão Rodri. Depois de uma fase de grupos apagada, com atuações que frustraram quem esperava pelo melhor futebol espanhol, a seleção ganhou nova vida nas oitavas de final.
Três vitórias consecutivas no mata-mata — sobre Áustria, Portugal e Bélgica — mostraram uma equipe diferente, mais intensa e redescoberta. Nesse processo de transformação, Rodri virou protagonista indiscutível, carregando a seleção nos ombros e devolvendo a esperança de um título mundial que Luis de la Fuente e seus comandados não alcançavam há uma década.
Vale lembrar que, antes da competição, tanto Espanha quanto França eram apontadas como favoritas máximas ao troféu. Mas a realidade que se desenhou nos primeiros compromissos foi bem diferente. O empate sem gols contra Cabo Verde e a dificuldade tremenda para superar um Uruguai desacreditado deixaram dúvidas profundas sobre a força real de uma seleção que, teoricamente, tinha tudo para dominar.
Aquele Rodri apagado e genérico das fases iniciais simplesmente desapareceu. No lugar dele, surgiu um maestro do meio-campo, orquestrando o jogo à sua maneira, impondo o ritmo espanhol que todos conhecemos e respeitamos.
Agora vem a semifinal contra a França, e essa é a grande questão. Os franceses, sob o comando de Didier Deschamps, certamente já estudam estratégias para neutralizar o capitão espanhol. Anular Rodri não é fácil — ele está em seu auge de lucidez — mas pode ser a chave para frear o ressurgimento madrilenho e abrir caminho para outra final europeia.
A semifinal promete ser um duelo tático fascinante, onde o passe, a criatividade e o controle do jogo serão tão importantes quanto qualquer jogada de improviso. Rodri e companhia têm tudo para surpreender novamente.
Fonte: Trivela
