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A Seleção Brasileira segue enfrentando um verdadeiro quebra-cabeça na lateral direita. Com a ausência de Raphinha, o técnico Carlo Ancelotti soma agora seu sexto desfalque para montar a defesa no flanco direito — um cenário que revela fragilidade em um setor que deveria ser de estabilidade.
O atacante-lateral não será mais uma opção para as próximas convocações, adicionando-se a uma lista que começou com Vânderson, lateral do Monaco que precisou ser cortado por lesão logo em suas primeiras oportunidades com a camisa amarela.
Essa sequência de ausências inesperadas aponta para um desafio real que Ancelotti terá de enfrentar: a falta de opções de qualidade e, principalmente, de disponibilidade para a posição. Em um elenco teoricamente recheado de talentos, a lateral direita parece ser o calcanhar de Aquiles da Seleção neste ciclo.
A situação expõe também a dificuldade de consolidar uma formação fixa neste setor tão importante para o esquema tático moderno. Cada convocação se torna um exercício de criatividade, com o treinador tendo de improvisar ou chamar nomes menos experientes para uma função crucial.
O recado é claro: não basta ter um elenco repleto de craques se as peças não estão disponíveis quando necessário. Lesões, suspensões e outros problemas vão continuar aparecendo, mas a Confederação Brasileira de Futebol — e o próprio Ancelotti — precisam encontrar soluções mais robustas e confiáveis para este lateral direito que tanto tem dado dor de cabeça.
Com a Copa do Mundo cada vez mais perto, essa vulnerabilidade é motivo de preocupação legítima para qualquer torcedor que acompanha a Seleção Brasileira.
Fonte: Folha Esporte
