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Portugal vive um momento paradoxal rumo à Copa do Mundo 2026. Pela primeira vez em sua história, a Seleção Portuguesa chega a um Mundial como uma das principais favoritas ao título. O elenco é ofensivo, bem estruturado e repleto de talentos. Porém, uma sombra acompanha cada análise sobre os lusos: Cristiano Ronaldo.
A questão que paira no ar é incômoda e inevitável. Com 41 anos e ainda em atividade, o craque português será convocado? E se for, qual será seu papel em uma campanha que promete ser histórica?
A dúvida ganhou proporções maiores após uma entrevista do próprio Ronaldo, concedida em novembro de 2025 ao jornalista britânico Piers Morgan. Questionado sobre suas expectativas de conquistar a taça máxima aos 41 anos, CR7 respondeu com um encolher de ombros que ecoou pelo mundo do futebol. Nem otimismo inflamado, nem resignação — apenas aquela atitude de quem já viveu tudo no esporte.
Essa resposta tímida contrasta com décadas de determinação obsessiva. Ronaldo nunca foi de baixar os braços, mas o tempo cobra seu preço até dos maiores atletas. A Copa 2026 pode ser o último capítulo dessa saga.
Para Fernando Santos e sua comissão técnica, o dilema é real. Incluir Ronaldo é carregar uma lenda, mas também é arriscar o equilíbrio tático. Deixá-lo de fora é ignorar sua experiência de campeonista europeu e ícone inegociável. É deixar para trás o maior protagonista da história recente do futebol português.
O fato é que Portugal nunca esteve tão perto de conquistar uma Copa. Os números, o poderio ofensivo, a maturidade do elenco — tudo aponta para uma candidatura genuína ao título. Mas essa jornada carregará o peso da incerteza sobre seu maior símbolo.
A estreia está próxima. E com ela, as respostas que o futebol tanto espera.
Fonte: Folha Esporte
