Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Aos 23 anos, Pati Maldaner teve que fazer uma escolha que poucos atletas enfrentam: seguir o dinheiro ou acreditar no potencial de sua carreira. A zagueira do Palmeiras escolheu a segunda opção e recusou uma proposta suculenta do Al Qadsiah, clube da Arábia Saudita, que oferecia nada menos que 800 mil dólares — aproximadamente R$ 4,1 milhões.
A decisão da defensora surpreendeu, afinal, esse seria o segundo maior negócio envolvendo uma jogadora de futebol feminino na história do Brasil, ficando atrás apenas da transferência de Amanda Gutierres para o Boston Legacy. Um valor que representa anos de investimento para muitos atletas. Mas Maldaner tinha outros planos.
Com contrato garantido no Verdão até o final de 2027, a zagueira preferiu manter-se como peça fundamental da defesa palmeirense. E a razão é simples: ela sabe que sua permanência no futebol brasileiro é crucial para continuar no radar do técnico Arthur Elias e garantir presença na Seleção Brasileira para a Copa do Mundo Feminina de 2027.
A aposta é estratégica. Atualmente, o futebol feminino brasileiro vive um momento de grande visibilidade internacional, e jogar em um grande clube do país oferece mais visibilidade aos olhos da comissão técnica nacional do que desaparecer em uma liga asiática, por mais bem remunerada que seja.
Maldaner representa bem essa nova geração de atletas que não apenas pensa em dinheiro, mas em projeção pessoal e oportunidades maiores. Sua recusa demonstra confiança em seu próprio potencial e na trajetória que está construindo no Palmeiras, onde consolidou seu status como uma das melhores zagueiras do futebol feminino brasileiro.
O Verdão, por sua vez, garante a permanência de uma de suas peças-chave defensivas. Uma vitória para ambos. Agora, resta acompanhar se a aposta de Maldaner vai se concretizar em um lugar garantido na lista de convocadas para a próxima Copa do Mundo.
Fonte: Bolavip Brasil
