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A convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 chega nesta segunda-feira (18) com poucas surpresas no radar. Afinal, a Seleção Brasileira consolidou uma base sólida sob o comando do técnico italiano, e a última Data Fifa em março só reforçou essa estabilidade. Com isso, não há muita margem para novidades nas posições defensivas — goleiro, zaga e laterais saem praticamente blindados de mudanças.
O meio-campo, porém, segue em ebulição. Após a excelente apresentação de Danilo, do Botafogo, na última partida amistosa contra a Croácia, o volante de origem flamenguista aparentemente garantiu seu lugar ao lado de Casemiro, Fabinho e Bruno Guimarães. Essa consolidação, no entanto, traz uma consequência direta: Lucas Paquetá viu sua situação se complicar.
No começo do ano, o meia era praticamente uma certeza na lista. Mas o retorno ao Flamengo trouxe desafios que o deixaram de fora da última convocação. Seu mau momento na Gávea alimentou dúvidas sobre sua presença na próxima lista, criando um cenário onde um jogador que deveria estar garantido agora precisa brigar por uma vaga nas últimas posições.
É curioso notar como a volatilidade do futebol brasileiro afeta até os eleitos da Seleção. Paquetá possui qualidades técnicas indiscutíveis e experiência internacional consolidada, mas vive refém da regularidade — fator determinante nas escolhas de Ancelotti. Enquanto isso, nomes como Rayan e até mesmo Neymar flutuam nas discussões sobre vagas, criando um cenário competitivo nas entranhas da convocação.
A verdade é que Paquetá merecia mais segurança. Sua trajetória de desempenho consistente deveria pesar mais que uma sequência de atuações abaixo do esperado. O grande desafio agora é reencontrar a forma no Flamengo antes do anúncio — do contrário, pode virar coadjuvante em um projeto que precisa dele como protagonista.
Fonte: Trivela
