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Enquanto Kylian Mbappé roubava os holofotes com dois gols na estreia da França contra Senegal, pela Copa do Mundo, outro nome roubava a cena e ganhava o prêmio de melhor em campo: Michael Olise, do Bayern de Munique. E isso não foi à toa.
O atacante francês saiu do gramado do Estádio de Nova York/Nova Jersey com a honraria da Fifa nas mãos, mesmo sem balançar as redes. Seu desempenho ofuscante na vitória por 3 a 1 revelou algo importante: na França de Didier Deschamps, Olise se posiciona como o complemento ideal para o camisa 10 parisiense, oferecendo soluções que vão além dos gols.
Enquanto Mbappé consolidava seu legado histórico ultrapassando Pelé na artilharia da Copa do Mundo com seus 14 gols — ficando atrás apenas de Messi, Klose e Ronaldo Fenômeno —, Olise orquestrava o ataque com criatividade e inteligência tática. Bradley Barcola fechou o placar da noite, mas foi o jovem do Bayern quem orquestrou a sinfonia ofensiva.
A questão que intriga especialistas é simples: por que Olise supera opções como Ousmane Dembélé nesse papel? A resposta está na versátil atuação do jogador. Ele não apenas marca gols, mas cria oportunidades, desequilibra defesas adversárias e oferece dinamismo tático que eleva o rendimento de Mbappé.
Na estrutura de ataque proposta por Deschamps, Olise funciona como um catalisador. Sua mobilidade, visão de jogo e capacidade de atuar em diferentes posições no ataque frontal permitem que Mbappé tenha mais liberdade para buscar o gol — sua principal função.
Essa dupla promete ser potencialmente devastadora nos próximos compromissos da seleção francesa. Se mantiver esse nível de performance, Olise pode se consolidar como peça-chave para os franceses buscarem revanche pelos traumas deixados pelo vice-campeonato no Catar.
A Copa do Mundo 2026 já começa a ganhar novos contornos com parceiros ofensivos sintonizados.
Fonte: Trivela
