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Ser pentacampeão mundial é uma honra que poucos seleções na história do futebol podem ostentar. Mas, como tudo que brilha, essa glória também traz consigo um ônus considerável: a pressão avassaladora que recai sobre os ombros da Seleção Brasileira a cada novo torneio disputado.
A eliminação diante da Noruega nas oitavas de final marca um momento delicado para o Brasil. Se confirmada, a Amarelinha completará 28 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, igualando um período que remonta a 1930-1958, quando a seleção ainda não tinha saborado o gosto da vitória suprema no torneio.
Seis Mundiais se passaram desde aquele glorioso 2002, quando Ronaldo e companhia ergueram a quinta estrela. Meia dúzia de oportunidades desperdiçadas, cada uma reforçando a narrativa de um time que não consegue repetir seu próprio legado.
O paradoxo é cruel: quanto maior o sucesso pretérito, maior a exigência presente. Enquanto outras seleções celebram uma semifinal como conquista, o Brasil carrega o fardo de precisar vencer. Não é injusto? De certa forma, sim. Mas é a realidade do futebol internacional.
É importante contextualizar: numa Copa do Mundo, 48 seleções (ou mais, conforme a edição) entram na disputa, e apenas uma levanta a taça. Matematicamente, a probabilidade de sucesso é mínima. Mesmo para pentacampeões.
A pressão que a Seleção Brasileira reforça sobre si mesma é, em grande parte, fruto de seu próprio sucesso. É o preço de ser grande. Enquanto outras nações se contentam em competir e criar histórias memoráveis, o Brasil segue acorrentado à expectativa de dominar cada torneio que participa.
O futebol, porém, é imprevisível. Nenhuma seleção, por mais talentosa que seja, consegue vencer eternamente. A questão agora é: a Seleção conseguirá aliviar esse peso que ela mesma colocou sobre seus ombros?
Fonte: Trivela
