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A Colômbia tinha tudo para ir além. Começou a Copa do Mundo em grande estilo, goleando o Uzbequistão por 3 a 1 e demonstrando que poderia ser uma surpresa do torneio. Os colombianos confirmaram o bom momento ao derrotar a RD Congo e, na sequência, tirar Portugal da liderança do grupo com um empate sem gols que deixou claro: a equipe estava funcionando.
Até as oitavas de final, tudo corria dentro do planejado. Jhon Arias apareceu cedo para enterrar Gana, e a seleção mostrou uma entrega coletiva impressionante para avançar na competição. Os sinais apontavam para uma trajetória promissora, talvez até surpreendente.
Mas a Suíça chegou como um balde de água fria. Em Vancouver, num jogo travado e sem qualidade ofensiva de ambos os lados, a Colômbia esbarrou em suas próprias limitações. O 0 a 0 no tempo regulamentar selou o destino: nos pênaltis, a campanha chegou ao fim.
O problema não foi exatamente a eliminação — afinal, Copa do Mundo é impiedosa — mas a forma como ela aconteceu. A equipe de Néstor Lorenzo conseguiu chegar às oitavas e criar uma ilusão de que era capaz de mais. No entanto, o ataque não estava afiado o suficiente para transpor barreiras de seleções bem postadas defensivamente.
Esse é o grande paradoxo dos colombianos: construíram uma jornada sólida baseada mais na organização e na garra do que em qualidade técnica ofensiva. E quando precisaram quebrar uma defesa compacta — como fez a Suíça — simplesmente não tinham repertório.
A Colômbia saiu de cabeça erguida, mas deixou a sensação de que seu teto estava mais baixo do que parecia. Uma lição importante para futuras campanhas: nem sempre começar bem significa que você será capaz de terminar da mesma forma.
Fonte: Trivela
