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Após mais de um mês longe dos gramados desde sua última partida pelo Santos, Neymar recebeu o sinal verde para entrar em campo pela seleção brasileira. O craque está liberado para ganhar minutos contra a Escócia, nesta quarta-feira (24), no duelo que encerra a fase de grupos da Copa do Mundo sob o comando de Carlo Ancelotti.
O camisa 10 completou seu terceiro dia consecutivo de treinos normais ao lado do elenco e, apesar de não estar garantido como titular, pode receber oportunidades na próxima partida. Sua possível entrada no jogo, porém, levanta questões intrigantes sobre a dinâmica tática da equipe.
O grande questionamento
Onde Neymar atuaria? Quem cederia seu lugar? E principalmente: como a seleção funcionaria com sua presença em campo?
Essas perguntas ganham peso quando analisamos a estrutura atual do time de Ancelotti. Diferentemente do Brasil tradicional, que costuma explorar a velocidade e o dinamismo nas laterais, a introdução de Neymar poderia levar a seleção a um modelo mais europeu, com foco na posse de bola e na qualidade técnica individual — características que marcaram a Argentina campeã do mundo.
O craque do PSG sempre foi um jogador que demanda liberdade tática, precisando circular pela ofensiva para buscar o melhor rendimento. Isso significaria uma reformulação ofensiva que poderia comprometer o ritmo e a objetividade que vinha funcionando para o Brasil.
O desafio de Ancelotti
O treinador italiano terá a missão delicada de equilibrar a qualidade indiscutível de Neymar sem descaracterizar o funcionamento coletivo da equipe. Não é tarefa simples inserir um dos melhores jogadores do planeta sem gerar desconforto tático.
A expectativa é que, contra a Escócia, possamos ter respostas sobre como o Brasil se comportará com Neymar em campo — e se o time manterá sua essência ou abraçará um novo modelo de jogo.
Fonte: Trivela
