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A panturrilha direita de Neymar virou o principal adversário do astro neymarino nesta reta final antes da Copa do Mundo. Mais grave do que se pensava inicialmente, a lesão afastou o camisa 10 do amistoso contra o Panamá no domingo (31), mas não conseguiu tirar dele o protagonismo do confronto.
Mesmo impossibilitado de entrar em campo, Neymar roubou a cena no estádio. A sua presença — seja na lateral do gramado, seja pela aura que carrega — provou mais uma vez por que ele segue sendo uma das maiores estrelas do futebol mundial. Adversários, torcedores e colegas de equipe reconhecem a magnitude do jogador, aquele que conquistou Copas do Mundo inteiras com sua magia.
Mas o tempo é implacável no futebol. Com 34 anos completados, Neymar sabe que esta pode ser sua última oportunidade de disputar um Mundial. Três Copas já passaram por suas mãos — 2014, 2018 e 2022 —, todas marcadas por momentos de brilho, mas também por frustrações que ainda ecoam na memória da torcida brasileira.
A corrida contra o cronômetro começou. Faltam semanas para o torneio que pode ser o fechamento de ouro para uma carreira repleta de talento desperdiçado em algumas ocasiões. O departamento médico da Seleção trabalha contra o relógio, e a expectativa é de que o craque consiga se recuperar a tempo de estar disponível quando a bola rolar.
A lesão na panturrilha, mais séria do que comunicado inicialmente, serve de alerta. O corpo de Neymar, tantas vezes pedido além de seus limites, cobra seu preço. Mas se há algo que a carreira dele ensinou é a capacidade de se reinventar e retornar quando tudo parece perdido.
O amistoso contra o Panamá transcorreu, mas o verdadeiro jogo — contra o tempo, a lesão e a possibilidade de uma última chance — acaba de começar.
Fonte: Folha Esporte
