Foto: Mauricio F. Escobar M. / Pexels
A Colômbia disse adeus à Copa do Mundo de 2026 na terça-feira (7) após uma derrota dolorosa nos pênaltis para a Suíça, nas oitavas de final. E quem explicou o fracasso foi o próprio técnico argentino Néstor Lorenzo, que não hesitou em apontar o principal vilão da campanha: a incapacidade ofensiva de sua equipe.
Em entrevista após o duelo que se estendeu até a disputa por penalidades máximas, Lorenzo foi direto ao ponto. Para o comandante da seleção colombiana, a “falta de gols” foi determinante para o tropeço precoce na competição mundial. A crítica reflete uma realidade que perseguiu a equipe durante a trajetória no torneio: dificuldade em converter as oportunidades criadas e um ataque pouco inspirado nos momentos decisivos.
A análise do treinador levanta questionamentos legítimos sobre as escolhas táticas e o desempenho individual dos atacantes colombianos. Em um torneio de seleções, cada oportunidade importa, e desperdiçar chances cruciais contra um adversário competente como a Suíça pode custar caro — literalmente, como ficou comprovado.
Lorenzo herda uma Colômbia que chegava ao torneio com expectativas moderadas, mas ainda assim com o desejo de surpreender. A campanha, porém, não correspondeu às esperanças. A equipe enfrentou problemas estruturais que vão além de apenas não marcar gols: faltou criatividade no meio-campo, fluidez nas transições e, acima de tudo, o refinamento tático necessário para competir nos estágios finais de uma Copa.
A derrota nos pênaltis é particularmente cruel, pois coloca a responsabilidade individual em destaque. Mas antes disso, o futebol jogado já indicava as limitações colombianas. A equipe teve suas chances e não soube aproveitá-las — uma lição que custou caro demais.
Enquanto a Colômbia retorna para casa com a mala vazia, Néstor Lorenzo terá tempo para refletir sobre como reformular seu elenco e suas estratégias para que a seleção cafetera não repita este amargo capítulo em futuras competições.
Fonte: Folha Esporte
