Foto: Kaio Murilo / Pexels
Philippe Troussier, o experiente treinador francês que levou o Japão às oitavas de final da Copa de 2002, voltou a acender o alerta sobre a força do futebol japonês. Em entrevista à AFP, o técnico de 71 anos não hesita em apontar que os “Samurais Azuis” têm tudo para surpreender a seleção brasileira no confronto de Houston, nesta segunda-feira (29).
As palavras de Troussier ecoam como um lembrete importante: no futebol, nada é escrito em pedra. “A história do futebol nos mostra que, em um jogo, tudo é possível”, declarou o técnico, que conhece profundamente a organização e a mentalidade nipônica dentro de campo.
O Japão vem em trajetória ascendente há mais de duas décadas. Desde aquele 2002 memorável, quando sediou a Copa ao lado da Coreia do Sul, a seleção nunca mais faltou a um Mundial. E não é por acaso. Os japoneses construíram um projeto estruturado, com investimentos em formação e aprimoramento tático que agora começam a renderfrutos em competições internacionais.
O que torna a advertência de Troussier ainda mais relevante é o contexto atual do futebol asiático. O Japão chega a esta Copa 2026 com confiança renovada, uma organização coletiva admirável e, sobretudo, com uma cultura tática sofisticada. Os jogadores nipônicos estão entre os melhores preparados tecnicamente da Ásia, atuando em ligas competitivas do velho continente.
Para o Brasil, acostumado a ser favorito, esse tipo de alerta é valioso. A Seleção não pode entrar em campo com a arrogância de quem carrega cinco títulos mundiais nas costas. O futebol moderno cobra caro de quem subestima o adversário, e o Japão definitivamente não é um oponente para relaxar.
O confronto de Houston promete ser eletrizante: de um lado, a tradição e o talento brasileiro; do outro, a disciplina, organização e ambição crescente dos asiáticos. Que vença o melhor.
Fonte: Gazeta Esportiva
