Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Nos últimos meses, uma dúvida pairava sobre Lionel Messi enquanto a Argentina se preparava para a Copa do Mundo de 2026. Com 38 anos, seria realista esperar que o craque ainda conseguisse decidir partidas no mais alto nível do futebol mundial? A mudança para a MLS e o afastamento da competição europeia levantavam questões legítimas sobre o ritmo que o camisa 10 manteria diante dos melhores adversários do planeta.
A resposta veio de forma categórica na estreia contra a Argélia. Messi não apenas jogou: dominou completamente o duelo em Kansas City, marcando todos os três gols da goleada por 3 a 0. Foi uma performance que silenciou os céticos e reafirmou uma verdade incômoda para os rivais: quando encontra espaço e apoio tático adequado, a Pulga continua sendo praticamente indefensável.
O desempenho também reforçou o projeto que Lionel Scaloni vem consolidando há anos na seleção argentina. O treinador construiu uma equipe equilibrada, intensa e coletivamente bem estruturada. Mas essa máquina, por melhor que seja, ainda funciona de forma excepcional quando Messi está em seu melhor nível. Não se trata de dependência, mas de um complemento perfeito entre a força coletiva e a genialidade individual.
A Argentina de Scaloni conquistou a Copa 2024 justamente por encontrar esse equilíbrio: um sistema tático robusto que oferecia ao astro as condições ideais para brilhar, sem depender exclusivamente dele. Agora, com dois anos de preparação para 2026, a seleção segue o mesmo caminho, e Messi prova estar totalmente disponível para essa missão.
Os números falam por si. Três gols em um jogo de Copa do Mundo aos 38 anos não é coincidência — é excelência. A Argentina tem motivos para sonhar alto, e Messi acaba de oferecer o primeiro indício de que esse sonho tem fundamentos sólidos.
Fonte: Trivela
