Foto: Franco Monsalvo / Pexels
O Brasil se vê diante de um dilema tático importante para o confronto contra a Noruega neste domingo (5), às 17h, no MetLife Stadium. A ausência de Lucas Paquetá, lesionado na coxa esquerda durante a vitória sobre o Japão, obriga Carlo Ancelotti a tomar uma decisão que pode influenciar toda a dinâmica ofensiva da Seleção.
O meia do Arsenal saiu do banco de reservas na rodada anterior e atuou como um terceiro meio-campista improvisado, papel fundamental no equilíbrio entre defesa e ataque. Sua lesão no intervalo do confronto contra os samurais azuis deixa em aberto a pergunta: quem melhor pode substituir essa versatilidade?
Os candidatos mais óbvios são Gabriel Martinelli e Danilo Santos. Martinelli, colega de Paquetá no Arsenal, possui características de ponta-esquerda de origem, mas vem ganhando experiência em posições mais recuadas. Sua juventude e dinamismo são atrativos, embora a falta de rodagem em papéis defensivos seja preocupante em uma eliminatória.
Danilo Santos, por sua vez, traz mais experiência e conhecimento tático. Acostumado a transitar entre o meio-campo e o ataque, oferece maior segurança na marcação e na construção do jogo, aspectos essenciais contra um adversário que pode explorar espaços.
A escolha vai além da simples troca de nomes. O Brasil vinha usando Paquetá como peça-chave para conectar a defesa ao ataque, oferecendo segurança na saída de bola sem abrir mão da criatividade. Perder esse equilíbrio pode expor a defesa brasileira ou, inversamente, deixar o setor ofensivo menos incisivo.
Ancelotti terá que ponderar se prefere manter a segurança tática com Danilo Santos ou buscar o frescor e criatividade de Martinelli. Em uma oitava de final, cada decisão pesa. O treinador italiano tem até domingo para definir sua estratégia e escolher o substituto que acredita ser ideal para levar o Brasil adiante na competição.
Fonte: Trivela
