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A Copa do Mundo 2026 promete um confronto de titãs neste sábado (12), quando Brasil e Marrocos se enfrentam pela primeira rodada. Mas o duelo transcende os limites do campo. Está em jogo também um título informal que alimenta debates fervorosos no continente africano: quem merece ser chamado de “Brasil da África”.
O Marrocos chegou perto de reivindicar esse trono após sua campanha histórica no Qatar 2022, quando os Leões do Atlas chegaram à semifinal da competição, embalados pelo futebol ofensivo e criativo. Mas será que uma boa Copa justifica virar o sucessor de um legado muito mais antigo?
Historicamente, esse apelido pertence de direito a Gana. Antes mesmo dos marroquinos fazerem suas façanhas recentes, os ganeses já eram constantemente comparados à seleção brasileira. A conexão vai muito além do futebol. Os laços históricos entre Brasil e Gana remontam ao século XIX, entrelaçando narrativas culturais, sociais e até políticas que moldaram a identidade dos dois povos.
Gana construiu sua reputação com seleções que jogavam com criatividade e ginga, características que remetem àquilo que o mundo associa ao futebol brasileiro. Durante décadas, essa ligação foi praticamente consensual entre os apaixonados pelo futebol africano.
Agora, com o avanço de Marrocos nos últimos anos e a consolidação como uma das principais potências do continente, surge a pergunta: o título muda de mãos? Ou Gana permanece como o verdadeiro herdeiro do estilo brasileiro, enquanto Marrocos é apenas uma potência momentânea?
O confronto de sábado não definirá essa disputa honorífica, mas certamente alimentará mais essa intrigante conversa no futebol africano. Uma discussão que prova como as influências do futebol brasileiro ultrapassam oceanos e inspiram gerações inteiras em outros continentes.
Fonte: Trivela
