Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Aquele chute na trave ainda dói. Marquinhos carrega consigo a lembrança amarga do Qatar 2022, quando sua cobrança mal sucedida na disputa de pênaltis contra a Croácia enterrou os sonhos brasileiros nas quartas de final da Copa do Mundo. O zagueiro não esconde o peso dessa cicatriz: relata sentimentos de tristeza e vergonha que o acompanharam desde aquele dia fatídico.
Mas a história de um atleta não termina em um único momento, por mais traumático que seja. Marquinhos, consolidado como um dos melhores defensores do futebol europeu no Paris Saint-Germain, segue determinado a ressignificar sua trajetória na Seleção Brasileira. Enquanto brilha nos campos da Ligue 1, o defensor busca agora transformar aquela dor em combustível para novas oportunidades com a camisa amarela.
A pressão é real. Em uma seleção historicamente exigente e repleta de craques, consolidar um legado positivo exige mais que boas atuações — demanda momentos decisivos que fiquem marcados pela coragem e pela liderança. Para Marquinhos, deixar apenas o pênalti desperdiçado no Qatar não é aceitável. Ele quer adicionar capítulos de redenção a seu currículo internacional.
Sua experiência no PSG o mantém afiado e competitivo no mais alto nível. Marquinhos não é mais um jovem em desenvolvimento, mas um veterano confiável que comanda defesas e toma decisões cruciais. Essa maturidade é exatamente o que a Seleção necessita, especialmente em momentos de pressão extrema.
A renovação do ciclo olímpico oferece ao zagueiro novas chances de escrever sua história. Cada convocação, cada partida, cada defesa bem executada é uma oportunidade de apagar aquela imagem do chute que não entrou. Marquinhos sabe disso e segue lutando para que seu nome seja lembrado pela qualidade e pela liderança, não apenas pelo erro que não consegue deixar para trás.
A Seleção aguarda. E Marquinhos segue em busca de sua redenção.
Fonte: Folha Esporte
