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A história de Mário Zagallo é praticamente sinônimo de grandeza no futebol mundial. O “Velho Lobo”, como era carinhosamente conhecido, conquistou feito absolutamente inédito: ser tetracampeão da Copa do Mundo em três funções distintas — algo que nenhuma outra pessoa conseguiu replicar em mais de 90 anos de competição.
Na função de jogador, Zagallo foi protagonista de uma era dourada do futebol brasileiro. Como ponta-esquerda inteligente e disciplinado, o carioca ajudou o Brasil a erguer o troféu mundial em 1958, na Suécia, e novamente em 1962, no Chile. Suas características táticas e compreensão do jogo o tornaram peça fundamental nas formações que marcaram época.
Mas seu legado não parou na carreira como atleta. Já como técnico, Zagallo conquistou a terceira Copa do Mundo brasileira em 1970, no México. Aquele foi considerado por muitos especialistas como um dos melhores times do torneio — um futebol ofensivo e criativo que deslumbrou o mundo inteiro. Pelé, Tostão, Carlos Alberto: tudo sob a maestria do Velho Lobo.
Ainda há mais. Zagallo retornou à Copa do Mundo como coordenador técnico na campanha de 2002, quando Ronaldo, Ronaldinho e companhia conquistaram o quinto título brasileiro, consolidando a seleção como pentacampeã.
Essa trajetória incomparável, construída ao longo de décadas, transformou Mário Zagallo em símbolo vivo do futebol brasileiro e em figura lendária da Copa do Mundo. Enquanto a Espanha comemora seu título em 2026, é impossível não reverenciar um homem que deixou sua marca indelével nas quatro décadas diferentes, em papéis distintos e sempre com excelência.
Poucos nomes no esporte conseguem transcender sua época e permanecer relevantes pela sua genialidade pura. Mário Zagallo é, indiscutivelmente, um deles.
Fonte: Bolavip Brasil
