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A seleção inglesa chega à Copa do Mundo de 2026 com uma novidade que promete mexer nos planos de Gareth Southgate: Harry Kane, o artilheiro histórico dos Três Leões, pode não ser mais o protagonista absoluto do ataque.
A mudança não significa declínio técnico do craque que atua na MLS. Na verdade, reflete a qualidade impressionante que emergiu no elenco inglês. Pela primeira vez em muito tempo, a Inglaterra possui três atacantes de nível internacional competindo pelo mesmo espaço, criando uma concorrência saudável que pode revolucionar o futebol ofensivo inglês.
Enquanto Kane consolidou sua carreira como referência máxima da seleção britânica, seus substitutos conquistaram visibilidade e confiança que antes não tinham. Esse cenário abre a possibilidade concreta de distribuição de minutos mais equilibrada na Copa do Mundo da América do Norte — diferente dos padrões anteriores, quando o camisa 10 era praticamente insubstituível.
A profundidade ofensiva pode ser uma arma estratégica de Southgate. Em um torneio longo, com possíveis prorrogações e confrontos desgastantes, rodar os atacantes não é mais uma necessidade, mas uma vantagem competitiva. Kane continua sendo essencial, mas não será o único nome que os adversários temem enfrentar.
Este é o novo momento da seleção inglesa: madura, com múltiplas opções ofensivas e capacidade de impor diferentes estilos de jogo conforme a necessidade. A questão que fica é se Kane aceitará dividir os holofotes ou se ainda tem fôlego para reclamar a titularidade absoluta.
O futebol inglês respira com mais esperança. E Kane? Continua importante, mas não mais insubstituível. A história está sendo reescrita.
Fonte: Sky Sports Football
