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Jorge Jesus abriu o jogo sobre negociações que poderiam ter mudado os rumos da Seleção Brasileira. O técnico português, agora à frente de Portugal, revelou em entrevista ao Canal 11 que recebeu sinalizações da CBF para assumir uma pré-convocação do Brasil em março de 2025, logo após o vexame de 4 a 1 contra a Argentina pelas Eliminatórias.
“Já tinha indicações para fazer a pré-convocação da Seleção Brasileira”, confessou Jesus, que na época mantinha conversas avançadas com a confederação. No entanto, as negociações não evoluíram e o acordo nunca saiu do papel. A frustração nas tratativas com o português abriu as portas para a chegada de Carlo Ancelotti, que finalmente assumiu o comando da equipe nacional.
O timing dessa revelação chama atenção. Quando Jesus poderia ter desembarcado no Brasil, a seleção passava por momento turbulento, com questionamentos sobre a qualidade do elenco e as escolhas técnicas. Uma mudança de comando naquele momento teria significado praticamente uma reconstrução em velocidade acelerada.
Questionado sobre como montaria a convocação atual, Jesus demonstrou alinhamento com Ancelotti. O português elogiou a qualidade do futebol brasileiro tanto no exterior quanto internamente, afirmando que faria pouquíssimas alterações na lista final definida pelo italiano. Essa postura menos disruptiva contrasta com o cenário caótico vivido alguns meses atrás.
A declaração de Jesus reforça que a CBF realmente buscou alternativas de peso internacional antes de confirmar Ancelotti. O português era uma opção interessante, com experiência europeia e título continental pelo Flamengo na bagagem. Porém, o custo político e financeiro das negociações aparentemente inviabilizou o acordo.
Hoje, com o italiano consolidado no cargo e Jesus em Portugal, fica a incógnita sobre como teria sido uma possível gestão do português na Seleção. Mas pelas próprias palavras dele, o resultado final pode não ser tão diferente.
Fonte: Gazeta Esportiva
