Foto: Luis Andrés Villalón Vega / Pexels
A seleção do Irã não está nada feliz com os Estados Unidos. Após a negação de vistos para membros importantes da delegação iraniana, o país acusa os americanos de “tratamento discriminatório” na preparação para a Copa do Mundo 2026.
O problema começou quando vários integrantes da comissão técnica, diretoria e assessores não conseguiram autorização para entrar em solo norte-americano. Enquanto isso, os americanos afirmavam publicamente que todos os jogadores e “pessoal de apoio necessário” haviam recebido seus vistos — o que gerou uma resposta irritada de Teerã.
A embaixadora iraniana questionou a narrativa dos EUA nas redes sociais: por que não mencionaram que recusaram vistos a grande parte do pessoal executivo, técnicos especializados e outras pessoas essenciais para qualquer seleção nacional?
Essa tensão tem raízes profundas. O contexto geopolítico do Oriente Médio pesou bastante na participação iraniana. Houve especulações sobre se o país sequer compareceria ao torneio, e a demora na concessão de vistos foi tanta que o Irã precisou transferir sua base de operações dos EUA para o México — uma mudança que prejudica a logística da equipe.
Para quem acompanha futebol, essa é uma situação inusitada. Normalmente, conflitos diplomáticos não interferem tanto na preparação de seleções para copas do mundo, mas a realidade geopolítica atual deixa claro que o esporte não está isolado das tensões internacionais.
O Irã deve disputar suas três partidas da fase de grupos em territórios americanos, o que torna a situação ainda mais delicada. Com uma delegação incompleta e abalada pelo tratamento recebido, a equipe iraniana enfrenta desafios que vão muito além do campo.
Fonte: Gazeta Esportiva
