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A Inglaterra enfrenta um momento delicado na Copa do Mundo 2026. Apesar da qualidade indiscutível do elenco de Thomas Tuchel, a campanha na fase de grupos revelou mais instabilidade do que esperado para uma seleção com tanto poderio ofensivo. Nesta terça-feira, os Three Lions têm a oportunidade de se reencontrar taticamente ao visitar o México no lendário Estádio Azteca, às 21h.
A trajetória inglesa até aqui mostra uma equipe oscilante. Começou brilhando com uma goleada de 4 a 2 sobre a Croácia, exibindo o ataque que faz inveja em qualquer seleção. Porém, logo desapareceu no empate sem inspiração contra Gana. A vitória sobre o Panamá, por 2 a 0, deixou mais dúvidas que certezas, revelando dificuldades constantes para criar jogadas quando enfrenta defesas mais organizadas.
O problema? A defesa inglesa segue sendo um ponto de atenção preocupante. A fragilidade defensiva exposta nos primeiros jogos persiste, e Harry Kane teve que fazer verdadeiros milagres para manter a equipe viva em momentos críticos. Essa mistura de eficiência ofensiva inconsistente com vulnerabilidade na retaguarda é exatamente o que uma seleção como a do México pode explorar.
Mas há outro lado dessa moeda. O confronto contra os anfitriões pode ser justamente o laboratório que Tuchel precisa para ajustar o sistema da Inglaterra. Jogar na altitude da Cidade do México, enfrentar um adversário tecnicamente bom e conhecedor do terreno pode forçar a equipe a encontrar soluções táticas mais equilibradas. Não é apenas sobre vencer; é sobre redescobrir a identidade coletiva antes das fases eliminatórias.
Sessenta anos se passaram desde 1966. A pressão é imensa, mas talvez seja exatamente esse tipo de teste contra uma potência local que a Inglaterra necessite para chegar mais afiada aos mata-matas. O Estádio Azteca pode ser o cenário perfeito para um reset inglês.
Fonte: Trivela
