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Depois de mais de meio século longe dos holofotes da Copa do Mundo, o Haiti retorna ao palco mais importante do futebol nesta noite (13) com uma missão desafiadora: enfrentar a Escócia no Gillette Stadium, em Boston, pela primeira rodada do Grupo C, que também reúne Brasil e Marrocos.
A ausência de cinco décadas torna o retorno ainda mais especial para a nação caribenha, que deposita suas esperanças em um veterano de experiência internacional: Duckens Nazon. O centroavante de 32 anos é nada menos que o maior artilheiro da história do Haiti, com um currículo impressionante que pode fazer diferença contra os escoceses.
Atuando atualmente pelo Esteghlal Teerã, do Irã, Nazon carrega números que inspiram confiança. Em 80 partidas pelo Haiti, o francês naturalizado haitiano já marcou 44 gols, mantendo uma média de 0,55 tentos por jogo — um aproveitamento significativo para um time que enfrenta rivais de peso na competição.
Nascido em Châtenay-Malry, na França, Nazon é um dos 16 atletas em campo neste Mundial que não nasceu em seu país de atuação. Desde 2014 nas Granadeiras, ele representa perfeitamente a identidade multicultural do futebol moderno, trazendo sua experiência europeia e do futebol asiático para fortalecer a seleção haitiana.
O desafio é gigante. A Escócia não é um adversário simples, mas a volta triunfal do Haiti ao Mundial passa necessariamente pelo bom aproveitamento de Nazon. Se conseguir manter sua média goleadora — tarefa complicada contra defesas mais estruturadas — o Haiti terá chances reais de criar problemas para seus rivais.
A bola rola às 22h (horário de Brasília). Que comece o show!
Fonte: Bolavip Brasil
