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A possível ausência de Neymar na Copa do Mundo por lesão reacendeu uma chama do passado que marcou gerações de torcedores brasileiros. Estamos falando daquele fatídico 1998, quando Romário foi cortado da seleção às vésperas do Mundial na França por um problema físico no mesmo local do corpo onde agora Neymar sente dor.
Para quem viveu aquele drama, a situação atual traz à tona memórias que preferíamos deixar adormecidas. Romário, um dos maiores talentos da história do futebol brasileiro, teve seu sonho interrompido nas horas que precediam o torneio mais importante do planeta. A frustração de ver um ídolo sendo cortado na reta final é uma ferida que muitos ainda carregam.
A coincidência é perturbadora. Assim como Romário, Neymar enfrenta incerteza médica nos momentos cruciais. A diferença é que desta vez temos tecnologia avançada, métodos de recuperação mais sofisticados e uma comissão técnica que trabalha contra o relógio para viabilizar a participação de seu maior artilheiro.
O que torna esse paralelo ainda mais tensionante é o peso que ambos os jogadores carregam nas costas — ou melhor, em suas lesões. Romário era aquele jogador único que poderia fazer a diferença em 1998. Neymar ocupa posição similar na atual seleção: criativo, decisivo, capaz de resolver sozinho um jogo.
A ansiedade toma conta dos estádios. Afinal, quantas vezes podemos reviver a mesma angústia? Os mais velhos torcem fervorosamente para que Neymar consiga se recuperar. Não é apenas por ele, mas por todos nós que carregamos a cicatriz de ver talentos incomparáveis serem arrancados de seus maiores momentos.
Que desta vez a história tenha um desfecho diferente. Que Neymar possa estar em campo, porque o futebol brasileiro merece vê-lo em seu palco máximo.
Fonte: Folha Esporte
