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Enquanto o Velho Continente perde influência em praticamente todas as áreas da geopolítica global, no futebol acontece exatamente o oposto. A Europa nunca esteve tão dominante, e isso vai muito além de ter craques sul-americanos jogando por lá.
A supremacia europeia ficou escancarada na última Copa do Mundo. Se não fosse uma expulsão boba do centroavante suíço, provavelmente teríamos quatro semifinalistas exclusivamente do continente. É um cenário que reflete uma realidade incômoda para o futebol sul-americano: a qualidade tática, a organização e a estrutura europeia estão deixando para trás até mesmo as seleções tradicionais.
E não é só nas potências históricas que se vê esse poder. Olhando para o crescimento impressionante da África, fica claro que o continente europeu é protagonista também nesse processo. Jogadores da diáspora africana desenvolvem suas qualidades na França, nos Países Baixos e na Inglaterra, voltando para suas seleções muito mais preparados e experientes.
Para a Seleção Brasileira, essa realidade traz uma mensagem clara: copiar modelos europeus superficialmente não é suficiente. O problema não está em diagnosticar errado os obstáculos que enfrentamos. O verdadeiro desafio é estruturar uma formação de jogadores que seja competitiva em um ambiente onde a Europa estabeleceu padrões extremamente elevados.
A questão não é apenas tática ou técnica isoladamente. É sobre investir em uma base sólida, em metodologias de desenvolvimento de atletas e em uma organização que possa competir nos mais altos níveis contra adversários que têm recursos, infraestrutura e experiência acumulada.
O Brasil precisa entender que melhorar não é apenas questão de trazer técnicos estrangeiros ou copiar esquemas. É necessário construir um sistema de formação robusto, pensado a longo prazo e focado em criar jogadores versáteis, inteligentes taticamente e preparados para os desafios do futebol moderno.
Fonte: Trivela
