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O Brasil começou sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 com um resultado que deixa mais dúvidas do que respostas. O empate em 1 a 1 com Marrocos, neste sábado, funcionou como um espelho da gestão de Carlo Ancelotti com a Seleção: promissora em momentos isolados, mas inconsistente nos aspectos fundamentais.
A partida reproduziu o padrão que marcou o início do técnico italiano à frente do time. Assim como ocorreu há exatamente um ano, contra o Equador, o Brasil sofreu por deficiências na marcação e na pressão defensiva. O gol marroquino nasceu justamente dessa vulnerabilidade tática que persegue Ancelotti desde sua primeira convocação.
Se há um lado positivo, ele veio pelo pé de Vinícius Júnior. O atacante do Real Madrid resgatou a Seleção com um lance de pura individualidade, demonstrando que a criatividade ofensiva brasileira segue viva. No entanto, um time não se constrói apenas em arrancadas brilhantes de seus principais talentos.
O segundo tempo mostrou maior organização defensiva, com o Brasil conseguindo controlar melhor os espaços. Mas isso veio acompanhado de uma criação ofensiva aquém do esperado. A oscilação entre um futebol acelerado com bolas longas e uma proposta mais construída revela a insegurança tática que marca o trabalho de Ancelotti na Seleção.
A escolha de levar o centroavante tradicional para o Mundial foi uma decisão clara do treinador após um ano testando diferentes formações. Mesmo assim, o time não conseguiu explorar essa peça da forma esperada, evidenciando que estrutura tática isolada não resolve os problemas de uma seleção.
Com a estreia já no passado e sem vitória, o Brasil precisa urgentemente encontrar a consistência que vem faltando. Ancelotti terá nos próximos compromissos uma oportunidade de ouro para provar que o caminho encontrado é viável. Caso contrário, as críticas à sua gestão tendem a se intensificar.
Fonte: Trivela
