Foto: Ludovic Delot / Pexels
A Espanha avança na Copa do Mundo com eficiência, mesmo sem exibições de tirar o fôlego. Invicta há cinco jogos, a seleção ibérica deixou a Bélgica no caminho e agora se vê diante de um gigante francês na semifinal – justamente o confronto que todos esperavam entre dois favoritos desde antes da competição começar.
Enquanto a França chega com certezas e um ataque que funciona como relógio suíço, graças ao quarteto de atacantes de primeira linha, os espanhóis carregam uma dúvida incômoda. E ela está exatamente onde mora a identidade tática da equipe: no meio-campo.
A questão que tira o sono de Luis de la Fuente é simples, mas crucial: quem será o terceiro homem na zona intermediária ao lado de Rodri e Dani Olmo? Pedri ou Fabián Ruiz? Essa disputa aberta reflete duas concepções diferentes de como Espanha quer se comportar.
Ruiz tinha tudo para ser o eleito antes do confronto com os belgas. O meia da Real Sociedad entrou em campo como titular e cumpriu o papel à risca: apareceu na área quando necessário e marcou no primeiro tempo, completando um rebote após falha do goleiro. Sua presença trouxe verticalidade e presença constante na área de finalização.
Pedri, por sua vez, segue sendo a alternativa de qualidade técnica reconhecida mundialmente. O barcelona ainda não teve oportunidade de mostrar seu futebol fluido nessa Copa, mas a dúvida permanece: qual estilo combina mais com o que Espanha precisa contra um ataque tão sofisticado quanto o francês?
De la Fuente reconhece a qualidade de ambos e deixa em aberto a decisão. Essa indefinição pode ser uma fraqueza ou, paradoxalmente, uma força – mantém os franceses na incerteza e deixa a equipe preparada para diferentes cenários táticos.
A semifinal promete ser intensa, e a escolha no meio-campo será tão importante quanto qualquer outra decisão estratégica.
Fonte: Trivela
