Foto: Franco Monsalvo / Pexels
O sobrenome Berhalter voltará a ecoar em uma Copa do Mundo pelos Estados Unidos, mas desta vez não será através do banco de técnicos. Sebastian Berhalter, filho do ex-treinador Gregg Berhalter, conquistou sua convocação para a seleção americana de forma legítima, deixando para trás o rótulo de ‘nepobaby’ que o perseguia desde o início de sua carreira.
A história é inspiradora. Há apenas quatro anos, Sebastian estava nas arquibancadas do estádio ao lado de sua mãe Rosalind, assistindo aos jogos da seleção enquanto seu pai comandava o time. Naquela época, parecia praticamente impossível imaginar que o jovem meio-campista estaria em um elenco de Copa do Mundo em 2026. A realidade, porém, provou ser diferente.
O que mudou foi uma dedicação tardia, mas intensa. Sebastian trabalhou seu potencial e finalmente decolou na carreira. Sua evolução chamou atenção de Mauricio Pochettino, novo comandante da seleção norte-americana após a saída de Gregg em 2023. O técnico argentino enxergou qualidades suficientes no médio para incluí-lo no projeto para o próximo Mundial.
Vale lembrar que a família Berhalter é praticamente sinônimo de futebol nos EUA. Gregg foi ícone pela USMNT, representando o país em duas Copas do Mundo (2002 e 2006), acumulando experiência que o credenciou depois a dirigir a seleção. Porém, essa bagagem familiar não foi moeda de troca para Sebastian.
A convocação do jovem atleta representa uma vitória do mérito sobre os preconceitos. Em um contexto onde nepotismo é frequentemente debatido no esporte, Sebastian Berhalter provou que talento e determinação ainda falam mais alto. Para os Estados Unidos, é ganho duplo: uma promessa que pode contribuir significativamente para a Copa de 2026.
Fonte: Trivela
