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A França chega a esta Copa do Mundo como a grande favorita, e muito dessa confiança vem de uma mudança radical na filosofia tática de Didier Deschamps. O comandante dos Bleus, que marcou presença por anos com uma abordagem defensiva e pragmática, decidiu se reinventar em seu último Mundial como treinador, abraçando um futebol ofensivo e criativo que remonta à era de ouro com Zinedine Zidane.
A transformação é visível no quarteto mágico montado por Deschamps. Kylian Mbappé lidera o ataque como a estrela indiscutível, mas agora tem companheiros à altura para criar uma verdadeira máquina ofensiva. Ousmane Dembélé e Michael Olise completam o trio de atacantes, enquanto um quarto nome circula entre Désiré Doucé e Bradley Barcola, oferecendo flexibilidade tática conforme a necessidade do jogo.
Os resultados falam por si. Na fase de grupos, a seleção francesa foi praticamente imbatível, despachando Senegal, Iraque e Noruega com autoridade impressionante. A goleada sobre os grupos foi apenas o começo: na fase mata-mata, a França seguiu sua trajetória demolidora, eliminando Suécia e Paraguai com performances que lembravam os dias em que os franceses ditavam as regras do futebol mundial.
Este novo formato de jogo representa um risco calculado de Deschamps. Abandonar a defesa de ferro que o caracterizava durante anos é um voto de confiança na qualidade técnica de seus jogadores. Mas é exatamente essa coragem que está tornando a França praticamente imbatível nesta competição.
Com Mbappé em grande forma e o elenco respondendo perfeitamente à nova filosofia, os franceses agora olham para o torneio como favoritos reais a conquistar o título. Resta saber se Deschamps conseguirá manter essa consistência até a final e consolidar sua reinvenção como um dos maiores feitos táticos de um técnico experiente.
Fonte: Trivela
