Foto: Marlon Alves / Pexels
A Fifa divulgou na última quinta-feira (20) a tabela completa da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Com a divulgação dos locais que receberão a seleção brasileira ao longo do torneio, veio também uma decepção considerável: nenhum jogo do Brasil na fase de grupos acontecerá no Nordeste.
A ausência é frustrante, principalmente quando consideramos cidades como Recife, Fortaleza e Salvador — grandes centros urbanos com infraestrutura consolidada e uma paixão futebolística incomparável. Essas capitais nordestinas mereciam sediar pelo menos uma partida da Amarelinha enquanto ela ainda disputava a primeira fase do torneio.
É importante ressaltar que toda a organização estrutural das Copas do Mundo femininas — incluindo definição de sedes, calendário e distribuição de partidas — fica a cargo da Fifa. Portanto, a confederação brasileira teve limitações nas escolhas. Ainda assim, diversos fatores podem explicar essa priorização do Sudeste em detrimento de outras regiões.
A infraestrutura de estádios e a capacidade de receber grandes públicos certamente pesaram na decisão. O Sudeste concentra arenas de maior capacidade e mais modernizadas. Além disso, questões logísticas e a proximidade com outras sedes escolhidas podem ter influenciado. Porém, esses argumentos não anulam o potencial do Nordeste em oferecer uma experiência única aos torcedores.
O futebol feminino cresce exponencialmente no Brasil e em toda América Latina. Levar a seleção para o Nordeste na fase de grupos seria uma oportunidade de democratizar esse torneio histórico, expandindo a experiência da Copa para além dos eixos tradicionais e criando memórias indeléveis em regiões que raramente recebem competições desse calibre.
A Copa de 2027 ainda está longe, e quem sabe não surgem possibilidades de ajustes? Por enquanto, o Nordeste fica na torcida para que, ao menos nas fases posteriores, tenha a chance de abraçar a Seleção em seu caminho rumo ao título.
Fonte: Trivela
