Foto: Victor Barbosa / Pexels
A Confederação Brasileira de Futebol não perdeu tempo. Apenas uma semana após o vexame da eliminação na Copa do Mundo, a CBF divulgou um vídeo nas redes sociais anunciando um “novo ciclo” para a seleção canarinho. A mensagem é clara: esqueçam o fiasco da oitava de final contra a Noruega e preparem-se para o futuro.
O vexame aconteceu no último domingo, quando o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pelas norueguesas em uma partida que deixou feridas ainda abertas na torcida. Uma eliminação precoce que reacendeu o debate sobre a gestão da equipe e as escolhas técnicas que antecederam a competição.
Agora, a entidade máxima do futebol brasileiro tenta mudar o narrativa ao falar em “mais estabilidade e planejamento” para a próxima Copa do Mundo, que será em 2030. A promessa é sedutora, mas chega em um momento em que a credibilidade da confederação está abalada.
O comunicado da CBF não forneceu detalhes específicos sobre quais serão as mudanças estruturais, quem comandará a seleção ou qual será a estratégia para recuperar o Brasil do pior desempenho em Copas do Mundo dos últimos ciclos. Trata-se, por enquanto, de promessas genéricas que precisam ser transformadas em ações concretas.
Para que este “novo ciclo” não seja apenas marketing de crise, a confederação precisa responder perguntas urgentes: qual será o projeto técnico? Como será feita a renovação do elenco? De que forma se garantirá maior consistência na preparação das próximas seleções?
A torcida brasileira, acostumada a grandes conquistas mas também decepcionada recentemente, aguarda muito mais que vídeos motivacionais. Quer ações, investimentos e, acima de tudo, um planejamento real que traga a seleção de volta ao protagonismo que marca a história do futebol verde-amarelo.
O time amarelinho tem quatro anos para provar que o anúncio de hoje será mais que simples retórica.
Fonte: Folha Esporte
