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O governo federal já começou a fazer as contas para trazer a Copa do Mundo Feminina de 2027 para o Brasil. E o número não é pequeno: será necessário um investimento mínimo de R$ 1,5 bilhão para que o país consiga sediar adequadamente o torneio mais importante do futebol feminino mundial.
A estimativa, divulgada pelo Palácio do Planalto, representa um desafio considerável para as finanças públicas brasileiras, mas também abre portas para uma discussão importante sobre o desenvolvimento da infraestrutura esportiva nacional. Os recursos seriam destinados principalmente à reforma e construção de estádios, além de melhorias em aeroportos, hotéis e sistemas de transporte nas cidades-sede.
Para o Brasil, receber a competição é uma oportunidade estratégica. Além de consolidar o país como potência no futebol feminino — afinal, somos cinco vezes campeões mundiais —, o torneio geraria impacto econômico significativo com turismo, geração de empregos temporários e visibilidade internacional.
O investimento de R$ 1,5 bilhão, embora robusto, é compatível com o que outras nações investem em eventos da magnitude de uma Copa do Mundo. Considerando o legado que fica para as futuras gerações, desde estádios modernos até a inspiração que gerará em milhões de meninas brasileiras, a análise custo-benefício pode se revelar positiva a longo prazo.
Agora, o grande teste será a capacidade do governo em viabilizar esse aporte em um cenário fiscal desafiador. Parcerias público-privadas e patrocínios corporativos tendem a ser fundamentais para complementar os investimentos públicos diretos.
A confirmação de que o Brasil sediará a Copa de 2027 é um voto de confiança da FIFA em nossa tradição futebolística e infraestrutura. Cabe agora ao governo e à confederação garantir que os recursos sejam aplicados com inteligência, deixando um legado duradouro para o futebol brasileiro.
Fonte: Folha Esporte
