Foto: Omar Ramadan / Pexels
A Seleção Brasileira viveu seu momento mais constrangedor desde a chegada de Carlo Ancelotti. No confronto deste domingo contra a Noruega, o Brasil não apenas perdeu por 2 a 1, como revelou uma equipe desorganizada, passiva na defesa e desesperada no ataque — características praticamente opostas ao futebol que vinha sendo apresentado no torneio.
Com Gabriel Martinelli substituindo Lucas Paquetá, Ancelotti manteve o esquema 4-3-3 que havia se consolidado desde o duelo contra o Haiti. Porém, a execução foi completamente diferente. A Seleção mostrou uma postura defensiva frágil e apressada demais para criar oportunidades, resultando em uma performance que não encontra precedentes recente na era do treinador italiano.
O resultado é ainda mais preocupante considerando o contexto: trata-se da pior campanha do Brasil na Copa do Mundo desde 1990. Aquela derrota não apenas custou caro em termos de pontos, como também abalou a confiança de um grupo que entrou na competição como favorito.
O que chamou atenção foi justamente a contradição táctica. Enquanto a defesa se mostrava vulnerável e reativa, o ataque acelerava de forma desorganizada, como se tentasse compensar a fragilidade defensiva com quantidade de ataques. Essa falta de equilíbrio é rara em times bem treinados, especialmente sob comando de um técnico com a experiência de Ancelotti.
O futebol apresentado foi tão diferente do esperado que pareceu haver uma desconexão total entre a proposta tática e a execução em campo. A equipe não apenas perdeu — ela não conseguiu nem impor seu ritmo ou criar uma dinâmica confortável durante os 90 minutos.
Agora, o Brasil precisa urgentemente fazer uma autocrítica profunda. Com uma campanha abaixo das expectativas e apresentações como essa contra a Noruega, a continuidade de Ancelotti e seu projeto pode ser questionada por torcedores e dirigentes. A hora é de reflexão e mudanças.
Fonte: Trivela
