Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Seleção Brasileira respirou aliviada. Depois de um primeiro tempo apático e de levar um susto do Japão, o Brasil conseguiu virar o jogo e avançar com uma vitória de 2 a 1 que deixou mais dúvidas do que certezas sobre o desempenho da equipe rumo ao hexacampeonato.
O que mais chamou atenção foi a inconsistência técnica durante os 45 minutos iniciais. Apesar de dominar a posse de bola, a Seleção circulava o esférico sem objetividade, criando poucas chances de verdadeiro perigo. O Japão, por sua vez, manteve-se organizado defensivamente, com linhas compactas e aproveitou qualquer brecha deixada pela equipe brasileira.
O gol de Kaishu Sano veio justamente de um erro que resumia o problema brasileiro: uma falha na saída de bola de Danilo desarticulou a defesa, e os japoneses não desperdiçaram a oportunidade. Não se tratava apenas de uma falha individual, mas de uma equipe que ainda buscava seu ritmo e sua inteligência tática naquele momento.
A virada, porém, mostrou algo importante: a capacidade de reação. Quando tudo parecia caminhar para o fracasso, a Seleção acordou. O ajuste tático funcionou, a criatividade voltou e o poder ofensivo brasileiro apareceu para salvar o dia. Esse é um atributo valioso em um torneio, onde margem de erro é praticamente zero.
Mas não é possível ignorar os problemas estruturais que ficaram expostos. Se o Brasil continuar flertando com o perigo dessa forma contra adversários mais fortes, a história pode terminar de forma bem diferente. O caminho até o hexacampeonato continua aberto, mas será necessário muito refinamento tático e maior consistência durante os 90 minutos.
A classificação veio, mas o recado está claro: essa não é a melhor versão que a Seleção pode oferecer.
Fonte: Gazeta Esportiva
