Foto: Franco Monsalvo / Pexels
O Brasil escapou de um vexame histórico na Copa do Mundo. A vitória conquistada nos acréscimos do segundo tempo, 2 a 1 contra o Japão, não foi apenas uma classificação: foi um aviso claro de que há muito trabalho pela frente se a Seleção quer sonhar com o hexacampeonato.
O duelo expôs as fragilidades de uma equipe que dominou a posse de bola, mas se mostrou ineficaz na criação de oportunidades. No primeiro tempo, apesar do controle territorial, o Brasil circulou a bola sem propósito, encontrando uma defesa japonesa organizada e atenta. Era previsível, mas nem por isso menos frustrante.
O gol do Japão veio justamente de um erro que não pode acontecer em mata-mata. Danilo errou na saída de bola, a retaguarda desorganizou e Kaishu Sano aproveitou a brecha com eficiência. Não foi só um lance isolado: foi o reflexo de uma Seleção que dormia em campo.
A reação veio, mas precisou de desespero. Somente aos 50 minutos do segundo tempo, quando o relógio ia eliminando as esperanças, o Brasil acordou. A capacidade de reagir é uma virtude, mas não pode ser sinônimo de negligência tática e falta de concentração. Equipes poderosas não dependem de sustos para se encontrar.
O aspecto positivo: quando acionado, o Brasil mostrou força e determinação. A reação provou que existe talento e qualidade ofensiva suficiente para sair de situações complicadas. Mas isso não é garantia contra adversários mais perigosos nas próximas fases.
A mensagem está clara para Tite e sua comissão. Os ajustes precisam vir rapidamente. Perder tempo explorando potencial em fases eliminatórias é luxo que nem Brasil pode ter. Se a Seleção quer chegar à final, terá que aprender a dominar desde o apito inicial, não apenas nos acréscimos.
A classificação veio. Agora, vem a cobrança por um futebol mais consistente e eficaz.
Fonte: Gazeta Esportiva
