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A Argentina já começa a se preparar para o futuro após o vice-campeonato esperado na Copa do Mundo de 2026. Com a taça conquistada no Catar em 2022 ainda fresca na memória, a seleção albiceleste sabe que terá um caminho árduo pela frente rumo à próxima edição do torneio, em 2030.
Se entre 2022 e 2026 a equipe de Lionel Scaloni manteve uma impressionante continuidade — preservando praticamente a mesma base que conquistou o Mundial — o mesmo cenário não se repetirá para os próximos anos. Uma grande reformulação se aproxima, e ela será mais drástica do que muitos imaginam.
A primeira e mais óbvia baixa será a ausência de Lionel Messi. Com 43 anos em 2030, o maior craque argentino provavelmente terá encerrado sua carreira muito antes dessa data. A despedida do ídolo marca o fim de uma era dourada para a seleção e deixa um vazio que vai além do campo — é uma questão de liderança, experiência e inspiração que será extremamente difícil de repor.
Mas Messi não será o único. Outros jogadores que foram fundamentais na construção daquele título do Catar também estarão fora do projeto 2030. Scaloni e sua comissão técnica terão de lidar com a necessidade de renovação acelerada, trazendo novos talentos e reconstruindo uma identidade coletiva.
O desafio é ainda maior considerando que a Argentina já provou ser uma potência quando bem estruturada. Repetir esse desempenho com um elenco completamente diferente exige não apenas qualidade técnica, mas também uma visão estratégica e uma capacidade de gestão notável.
A boa notícia? A Argentina segue sendo uma fábrica de talentos e mantém uma estrutura consolidada. Mas a renovação será, sem dúvida, o maior obstáculo para que o país mantenha-se entre os favoritos daqui a quatro anos.
Fonte: Trivela
