Foto: Walter Medina Foto / Pexels
A classificação histórica da Argentina sobre o Egito nas quartas de final não foi apenas uma vitória para o sonho do bicampeonato de Messi. Foi, acima de tudo, um respiro para todo o continente sul-americano, que passa por seu pior momento em Copas desde 2002.
Com as quedas precoces do Brasil (eliminado pela Noruega) e da Colômbia (que caiu para a Suíça nos pênaltis), os argentinos se tornaram os únicos representantes da América do Sul ainda vivos na competição. Um feito que ecoa em nostálgico paralelo: foi exatamente o que aconteceu no Mundial de 2002, quando apenas o Brasil seguiu adiante entre os sul-americanos — e sabemos bem como aquela história terminou para a Seleção Canarinho.
O cenário é particularmente impactante considerando que esta é a edição de Copa com o maior número de participantes até agora. Seis países da região começaram a disputa: Brasil, Colômbia, Argentina, Uruguai, Equador e Paraguai. Ver apenas um deles nas quartas representa um baque considerável para a tradição competitiva do continente.
A Argentina, portanto, carrega nas costas não só suas ambições próprias, mas também a responsabilidade de manter acesa a chama sul-americana na competição. Messi e seus companheiros são agora o último bastião de um continente que historicamente foi sinônimo de qualidade técnica e títulos em Copas do Mundo.
Claro, para os supersticiosos que acompanham futebol há décadas, há um detalhe interessante: em 2002, quando o Brasil foi o único país da região a avançar, a Seleção levou aquela edição para casa. A pergunta que fica é: a Argentina conseguirá repetir a façanha dos pentacampeões? Ou será que esta será apenas uma jornada de resistência em um torneio onde a América do Sul perdeu força?
O duelo continua, e a Argentina segue como única voz sul-americana nesta Copa.
Fonte: Bolavip Brasil
