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Carlo Ancelotti não estreia como técnico em Copas do Mundo em 2026. Trinta anos atrás, o italiano viveu experiência semelhante à polêmica atual envolvendo o estado físico de Neymar, quando atuava como auxiliar de Arrigo Sacchi na seleção italiana durante a Copa de 1994.
Naquela ocasião, a Itália enfrentou dilema parecido: seus dois principais nomes, Franco Baresi e Roberto Baggio, sofreram lesões que levantaram dúvidas sobre sua participação na final. A decisão de escalá-los ou poupá-los marcou profundamente aquela campanha que terminou com a derrota para o Brasil nos pênaltis.
A situação de Neymar reabriu o debate sobre como um treinador deve proceder quando seu craque principal apresenta questões físicas próximo a um torneio tão importante. A convocação do atacante brasileiro foi cercada de controvérsia antes mesmo de Ancelotti divulgar a lista oficial em 18 de maio.
O que Ancelotti aprendeu naquela Copa italiana pode ser fundamental agora. A experiência de 1994 mostrou que há um equilíbrio delicado entre preservar a qualidade técnica do time e manter a disponibilidade dos seus melhores jogadores. Os casos de Baresi e Baggio revelaram as consequências de decisões precipitadas.
A memória de trinta anos atrás oferece lições valiosas: nem sempre a solução é simplesmente escalar o melhor jogador lesionado, nem sempre é prudente poupá-lo completamente. O técnico maduro reconhece quando o risco vale a pena e quando a prudência é necessária.
Para a Copa de 2026, Ancelotti terá a sabedoria de quem já passou por situação análoga. Neymar precisará estar realmente pronto, pois o treinador que comandou a Itália em 1994 sabe o preço de apostar em um jogador não totalmente recuperado em momentos decisivos.
Fonte: Trivela
