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Após a goleada de 3 a 0 contra a Escócia que garantiu a liderança invicta do Brasil no Grupo C da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti finalmente terá a oportunidade de manter a mesma formação em partida sequencial. Uma decisão que diz muito sobre a confiança do treinador italiano no desempenho da seleção.
Desde que assumiu a Seleção Brasileira, Ancelotti vinha fazendo diferentes escolhas táticas e trocas de jogadores a cada compromisso. Mas a atuação impecável diante dos escoceses — que o próprio técnico classificou como “completa em todos os aspectos” — foi tão convincente que dispensa mudanças para o duelo de mata-mata contra o Japão, na segunda-feira (29).
Essa continuidade pode ser estratégica. Manter a mesma escalação oferece sintonia entre os jogadores, entrosamento ofensivo e defensivo aprimorado. Além disso, sinaliza ao elenco que aqueles que entraram em campo contra a Escócia conquistaram a confiança do técnico para seguir adiante na competição.
O Japão, apesar de ser considerado um adversário acessível em comparação com outras seleções, não pode ser subestimado. A equipe asiática é conhecida por sua disciplina tática, intensidade e capacidade de explorar contra-ataques fulminantes. Repetir a formação vencedora é, portanto, um voto de confiança estratégico e não uma acomodação.
Para Ancelotti, a manutenção dessa equipe representa também a consolidação de uma identidade visual e tática. Após testes iniciais na competição, o treinador finalmente encontrou o conjunto de jogadores que traduz sua filosofia de jogo: um Brasil ofensivo, bem organizado defensivamente e letal nas conclusões.
Com a vaga nas quartas de final em jogo e o favoritismo da seleção para avançar, a repetição dessa formação aponta para um técnico confiante, que acredita estar no caminho certo rumo ao objetivo máximo da competição.
Fonte: Folha Esporte
