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Carlo Ancelotti está mudando a estratégia da Itália para a Copa do Mundo de 2026. O técnico italiano surpreendeu ao convocar sete jogadores que atuam no Brasil, quebrando um ciclo de cinco edições em que esse número nunca havia ultrapassado quatro atletas. É um movimento significativo que reflete a crescente valorização dos talentos que brilham nos gramados nacionais.
Essa decisão marca um ponto de virada importante nas escolhas de Ancelotti. Durante o período anterior, a Itália mantinha uma postura mais conservadora, priorizando exclusivamente os craques que atuavam nas principais ligas europeias. Agora, o treinador reconhece que o futebol brasileiro continua sendo um celeiro de qualidade e oferece oportunidades reais para reforçar o elenco italiano.
No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer. Mesmo com esse aumento expressivo, os jogadores que atuam no exterior seguem como maioria absoluta na convocação. Isso reflete uma realidade conhecida no futebol mundial: as ligas europeias continuam sendo o palco principal para os melhores talentos globais. A Europa ainda é sinônimo de competitividade e exposição mediática que dificilmente o Brasil consegue oferecer em escala similar.
O movimento de Ancelotti, porém, é estratégico e inteligente. Reconhecer que há jogadores de qualidade no Brasil não diminui a importância dos atletas europeus, mas amplia as possibilidades de seleção. Para os clubes brasileiros, isso representa uma valorização importante do trabalho desenvolvido internamente e pode servir como inspiração para outras seleções também considerarem melhor os talentos locais.
A Copa de 2026 será o teste definitivo dessa nova filosofia de Ancelotti. Se esses sete convocados conseguirem se destacar na competição, pode abrir portas para que futuras gerações de jogadores do Brasil ganhem mais espaço nas convocações internacionais de outras seleções também.
Fonte: Folha Esporte
