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Aryna Sabalenka mostrou por que é a defensora do título no US Open ao superar Marta Noskova em uma partida que trouxe à tona um debate antigo do tênis: são os sets decisivos realmente necessários?
A bielorrussa precisou de toda sua experiência e repertório para frear o avanço da jovem checa, que não se intimidou diante de uma das melhores tenistas do planeta. O confronto refletiu a intensidade característica do Grand Slam nova-iorquino, onde qualquer ponto pode definir trajetórias.
O que chama atenção não é apenas a vitória de Sabalenka, mas o cenário que ela cria: uma defender de troféu em busca da hegemonia contra uma promessa do tênis que cresce em performance. Noskova, apesar da derrota, confirmou que está no caminho certo, oferecendo resistência significativa.
Mas há uma questão maior pairando sobre o torneio. Com sets decisivos de cinco games, o desgaste físico atinge patamares extremos. Alguns jogadores saem de quadra literalmente abalados, deixando em questão se essa fórmula ainda serve ao tênis moderno. Há argumentos válidos dos dois lados: de um lado, a dramaticidade e a possibilidade de reviravoltas épicas; do outro, a exaustão que pode comprometer a saúde dos atletas e reduzir a qualidade das partidas.
Sabalenka, com sua força bruta e movimento explosivo, parece estar aproveitando melhor essa dinâmica. Sua defesa do troféu segue viva, mas cada vitória traz consigo o custo físico de rounds maratônicos.
A pergunta que ecoa nos corredores de Flushing Meadows é clara: será que o público realmente quer ver matches de cinco sets, ou o tênis moderno está pedindo por reformas? Enquanto isso não se resolve, Sabalenka segue fazendo seu trabalho: vencer, avançar e manter vivas suas chances de defender o título.
Fonte: BBC Sport Tennis/Other
