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O feito histórico de Alison dos Santos, o Piu, ao estabelecer um novo recorde mundial nos 400 metros com barreiras na última quinta-feira, vai muito além dos números marcados no cronômetro. Para os dirigentes da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e da Federação Paulista de Atletismo, essa conquista representa um divisor de águas capaz de transformar o futuro do esporte no país.
O desempenho extraordinário do velocista paulista acende um farol para gerações futuras de atletas que ainda estão descobrindo suas vocações no atletismo. Especialistas apostam que a repercussão dessa marca mundial funcionará como um catalisador, inspirando jovens talentos a investirem na carreira de corredor de barreiras — uma modalidade que historicamente tem recebido menos destaque do que o futebol e outros esportes populares no Brasil.
Para os presidentes das entidades, o momento é de ouro. A visibilidade alcançada por Piu amplifica o interesse pela modalidade em escolas, clubes e centros de treinamento espalhados pelo país. É justamente nesse momento que políticas de desenvolvimento, investimentos em infraestrutura e capacitação técnica podem frutificar, criando um pipeline de novos atletas preparados para competir em nível internacional.
O impacto vai além do psicológico. Quando um brasileiro conquista uma marca de relevância global, as federações ganham argumentos para captar patrocínios, recursos governamentais e privados direcionados ao esporte. Tudo isso acaba beneficiando a base de treinamento e criando condições mais dignas para que novos campeões surjam.
Piu já havia se provado um excelente atleta, mas agora ultrapassou a barreira do extraordinário. Seu recorde mundial pode ser o combustível que o atletismo brasileiro precisava para retomar um destaque que a modalidade merecia há tempos.
Fonte: Folha Esporte
